Sua renda em metros quadrados
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Dados europeus: © ESPON · Origin of data: ESPON EGTC. The interpretation of ESPON material does not necessarily reflect the opinion of the ESPON Monitoring Committee. Dados americanos: U.S. Census Bureau, American Community Survey 2020–2024, e Freddie Mac.
Sua renda em metros quadrados
Suponha que você ganhe a renda média da sua cidade e pague todo mês um terço dela num financiamento de 30 anos, com os juros locais. Que tamanho de apartamento isso compra aos preços de lá? Para 44% dos europeus, menos de 50 metros quadrados. A página faz a conta para 11.630 lugares da Europa e dos EUA — e para a sua renda.
Pergunte se uma cidade é cara e a resposta costuma vir num índice de preços: 130 aqui, 97 ali — nada que dê para visualizar. Esta página responde numa medida que qualquer um entende de cara, porque vive dentro dela: metros quadrados.
A conta é simples: veja quanto as pessoas de um lugar ganham em média, separe um terço para a moradia e calcule quanto espaço isso compra aos preços de lá.
Na compra, esse terço vira a prestação mensal de um financiamento de 30 anos com os juros do próprio país; o empréstimo que essa prestação consegue quitar, dividido pelo preço local do metro quadrado, dá a resposta.
No aluguel, o mesmo terço é dividido pelo aluguel local por metro quadrado. Em Varsóvia, o financiamento compra 17 m², e o mesmo dinheiro aluga 34; em Milão, 67 e 47.
A ideia não é minha. Em setembro de 2026, Franziska Sielker e Selim Banabak, da TU Wien, publicaram no Journal of Maps dois mapas feitos exatamente assim, que cobrem todos os municípios da Europa e se baseiam em 22 milhões de anúncios coletados para o projeto ESPON HOUSE4ALL.
A tabela dos autores é a base da parte europeia desta página, reproduzida com precisão de uma parte em um bilhão.
Novo aqui é tudo o que vem em volta. Os Estados Unidos aparecem ao lado, com dados da American Community Survey, do Census Bureau, para todos os 3.141 condados.
Duas cidades latino-americanas, Lima e Buenos Aires, ganham mapas próprios, e outros quatro países da região aparecem com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Uma calculadora faz a conta com a sua renda, e não com a média local, nas condições que você escolher. E um bloco sobre propostas de emprego calcula quanto um salário no exterior precisa pagar para você não morar pior do que hoje.
Do lado americano falta justamente a unidade de medida, e isso acabou virando uma descoberta. Para dizer quantos metros quadrados uma renda compra, é preciso um preço por metro quadrado, e a estatística pública americana não tem nenhum.
O Census Bureau pergunta quanto vale o imóvel e quanto custa o aluguel, mas nunca o tamanho, e nenhuma outra fonte pública dos Estados Unidos mede isso condado por condado.
Por isso o mapa americano responde com as duas medidas que os dados públicos permitem calcular. Anos de renda: quantos anos da renda de um domicílio custa o imóvel mediano do condado, pago à vista; mediano é o do meio, com metade dos imóveis valendo mais e metade, menos.
Peso do aluguel: que parte da renda mensal vai para o aluguel mediano. Nesse mapa, as três visualizações em metros quadrados ficam desligadas, em vez de preenchidas com um chute plausível.
Europa e Estados Unidos nunca entram num mesmo ranking. Na Europa, a renda é medida depois dos impostos e por adulto equivalente; nos Estados Unidos, antes dos impostos e por domicílio. O preço europeu é o que os vendedores pediam por metro quadrado; o americano, quanto os proprietários acham que vale o imóvel inteiro.
Pôr os dois lado a lado com base na renda local seria comparar dois institutos de estatística, e não dois mercados imobiliários. Mas, se você digitar a sua própria renda, os dois lados respondem exatamente à mesma pergunta.
Tudo é calculado no seu navegador a partir de uma única tabela embutida: a página não faz nenhuma requisição à internet e funciona até mesmo salva no computador. A seção De onde vêm os números conta de onde saiu cada dado, o que foi conferido e o que não deu para tornar comparável.
Sua renda e suas condições
Tudo o que você preencher aqui vale para os dois mapas, os cartões, a comparação e os rankings.
Deixe a renda em branco e cada lugar é calculado com a renda média dos seus moradores; na Europa, isso reproduz o estudo publicado. Digite sua renda e todos os lugares são recalculados para você: seu dinheiro e suas condições diante dos preços locais.
Cada exemplo preenche os campos abaixo com uma situação típica. Depois, mude o que quiser; a linha embaixo dos campos sempre diz exatamente o que está sendo calculado.
Valor líquido, já descontados os impostos, somando a renda de todos que moram na casa. Em branco, cada lugar é calculado com a renda média dos seus moradores; preenchido, os mapas, os cartões e os rankings passam a usar o seu dinheiro.
O estudo considera que exatamente um terço da renda vai para a moradia, e esse é o valor padrão. Mova o controle para testar um orçamento mais apertado ou mais folgado; quando a moradia consome mais de 40% da renda, os estatísticos consideram o domicílio sobrecarregado.
Quanto mais longo o financiamento, menor a prestação mensal; com o mesmo orçamento por mês, dá para quitar um empréstimo maior e comprar mais metros. Os mapas do estudo usam 30 anos; o Anexo B refaz as contas para 20.
Em branco, vale a taxa de cada país: na Europa, as taxas fixas nacionais que o estudo usou — 3,01% na França, 4,00% na Alemanha, 8,32% na Polônia — e, nos Estados Unidos, a média de 2024 da taxa de 30 anos da Freddie Mac, 6,72%. Digite uma taxa e ela passa a valer para todos os lugares de uma vez.
A parte do preço que você paga à vista, de modo que o empréstimo só precisa cobrir o restante. O estudo não considera entrada nenhuma, e esse é o padrão. Os preços europeus já incluem o imposto de transmissão e as taxas de cartório; os valores americanos são estimativas dos proprietários, sem custos adicionais.
Fator de equivalência 1,0 (escala da OCDE). Usado só na linha que compara sua renda com a média local.
Zero desliga o filtro. Indique um tamanho e três coisas acontecem: o mapa deixa em cinza os lugares onde ele fica fora do seu alcance; os rankings ficam só com os lugares onde ele cabe no orçamento; e os anos de renda e o peso do aluguel passam a ser medidos para esse tamanho, pelo preço pedido por apartamentos dessa metragem.
No mapa dos Estados Unidos, onde a área dos imóveis não é publicada, o controle fica desligado.
O mapa
Dois mapas, mostrados um de cada vez: a Europa por município e os Estados Unidos por condado. Os dois não usam a mesma escala, porque as rendas em que se baseiam são medidas de formas diferentes; a seção de fontes explica isso sem rodeios.
Cada país aparece pintado com a cor do seu valor nacional, e cada ponto é um lugar, na mesma escala de cores.
Passe o mouse ou toque num ponto ou num país para ver os números, aproxime para ver mais lugares e use a busca para ir direto a um deles: ela procura nos dois mapas e troca de um para o outro sozinha.
O cartão ao lado do mapa mostra o que as suas configurações significam no lugar selecionado e que renda seria preciso ter para morar ali. Os botões embaixo do cartão acrescentam o lugar a uma tabela de comparação, que aparece logo abaixo do mapa.
Lugar selecionado
Busque uma cidade acima ou clique num país do mapa. O cartão mostra quanto espaço um terço da renda compra ali nas suas condições e que renda seria preciso ter para conseguir o tamanho que você quer.
Os números desta página podem estar errados. Os dados foram coletados automaticamente de várias fontes estatísticas e retrabalhados aqui, e tanto os dados quanto as contas podem conter erros. Antes de se apoiar num número, confira-o na fonte; as fontes estão listadas no fim da página.
Dados europeus: © ESPON · Origin of data: ESPON EGTC. The interpretation of ESPON material does not necessarily reflect the opinion of the ESPON Monitoring Committee. Os mapas desta página foram desenhados aqui a partir desses dados; não são mapas da ESPON nem usam o design de mapas da ESPON. Dados americanos: U.S. Census Bureau, American Community Survey 2020–2024 (domínio público), e Freddie Mac. Contornos dos países e centroides dos condados: Natural Earth, domínio público.
Lado a lado
Esta tabela aparece assim que você adiciona um lugar e comporta até quatro: cidades, condados, regiões ou países de qualquer um dos mapas. O primeiro bloco de linhas segue as suas configurações.
Os dois seguintes fixam as condições: primeiro, a mesma parcela da renda e o mesmo prazo para todos os lugares; depois, os números do próprio estudo, para comparar os lugares do jeito que o artigo compara.
Para adicionar um lugar, selecione-o no mapa ou na busca e aperte + Adicionar à comparação no cartão dele, ou aperte o + no fim de uma linha dos rankings.
Se você misturar Europa e Estados Unidos, a tabela mantém só as linhas que existem dos dois lados, diz sobre o que cada lado é calculado (na Europa, um apartamento do tamanho escolhido; nos Estados Unidos, o imóvel mediano) e não marca nenhuma célula como a melhor: as duas rendas são medidas de formas diferentes.
Recebeu uma proposta de emprego em outro país?
O número que ninguém dá é quanto a proposta precisa pagar para você não morar pior do que hoje. Informe onde você mora e onde fica o emprego; o bloco faz a conta duas vezes, para alugar o mesmo espaço e para comprá-lo, com a taxa de financiamento e a moeda de cada país. Digite a oferta e ele mostra quanto falta ou sobra.
A conta também funciona entre a Europa e os Estados Unidos, com base na sua renda, e não na de um ou outro instituto de estatística. Nesse caso, como a área dos imóveis americanos não é publicada, ela mantém igual a parcela da sua renda gasta com moradia, e não o espaço, e avisa isso ao lado da resposta.
O lugar cujo aluguel, preços e renda são o seu ponto de partida.
Cidade, região ou país; pode estar no outro mapa.
Deixe em branco para ver quanto a oferta precisa ser; digite para ver quanto ela fica abaixo ou acima.
Rankings
Todos os números aqui seguem as suas configurações, e a tabela mostra só o mapa que está aberto: as rendas europeias e americanas são medidas de formas diferentes, e um ranking único das duas compararia institutos de estatística, e não mercados imobiliários.
O tamanho mínimo escolhido acima deixa na lista só os lugares onde ele cabe no orçamento.
Quanto espaço os europeus conseguem pagar
Só a Europa. Para cada habitante dos 31 países, faça uma única pergunta sobre o município onde ele mora: quantos metros quadrados um terço da renda média compra ali? O gráfico distribui as pessoas de acordo com a resposta.
Cada barra é uma faixa de resposta, de menos de 50 m² à esquerda a mais de 150 à direita, e a altura dela é a parcela da população europeia que vive em lugares nessa faixa. As cores dividem cada barra pelo tipo de lugar onde essas pessoas moram: cidades, cidades pequenas e subúrbios, ou áreas rurais.
É a figura 3 do estudo, refeita com a mesma tabela e nas condições do próprio estudo: um terço da renda média local, um financiamento de 30 anos, a taxa nacional. Suas configurações não alteram este gráfico.
Segundo a tabela, na versão disponível em setembro de 2026: 41% das pessoas vivem onde um terço da renda média compra menos de 50 m², 31% onde compra de 50 a 75 m²; no aluguel, 37% e 32%, com 11% em municípios onde não se registrou nenhuma oferta de aluguel. Para esses mesmos quatro números, o artigo informa 44%, 28%, 39% e 22% e, para o último, 12% da população rural. A diferença vem de o serviço de mapas e a base final do artigo não serem idênticos, e é discutida em De onde vêm os números.
América Latina: duas cidades, não um continente
Em toda a América Latina, só duas cidades têm um preço oficial por metro quadrado para cada distrito: Lima, publicado pelo banco central do Peru, e Buenos Aires, pelo instituto de estatística da cidade.
Por isso este bloco mostra duas cidades, cada uma no seu próprio mapa, identificadas pelo nome da cidade e não por uma bandeira: os preços de uma capital não dizem nada sobre o resto do país.
Para essas cidades não há dados de renda local, então os mapas respondem só para a sua renda, digitada na calculadora acima: quantos metros quadrados uma parte dela compraria ou alugaria ali. Enquanto você não digita uma renda, eles mostram apenas o preço.
Abaixo dos mapas, outros quatro países aparecem com dados da OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, como parcela da renda, e não como preço.
Antes de ler as cores
- Duas cidades, não um continente. Lima e Buenos Aires são capitais, e seus preços descrevem essas cidades, não o Peru nem a Argentina.
- Não compare os dois mapas. O preço de Lima é o que os compradores de fato pagaram, levantado pelo banco central; o de Buenos Aires é o que os vendedores pediam nos anúncios. Cada mapa é colorido dentro da própria cidade.
- Buenos Aires é de apartamentos de dois ambientes. O instituto de estatística da cidade publica o preço pedido separadamente para cada tamanho de apartamento, e esta página mostra apartamentos usados de dois ambientes — na contagem local, sala e um quarto —, o tamanho que cobre mais barrios. Um barrio só aparece quando havia apartamentos suficientes à venda no trimestre, por isso 5 ficam cinza. O trimestre mais recente é provisório e pode ser revisado.
- As parcelas da OCDE são medidas de formas diferentes. Chile, Colômbia e México dividem pela renda antes dos impostos; a Costa Rica, pela renda depois dos impostos. Os 31,8% do Chile em 2020 vêm de uma pesquisa feita durante a pandemia: um ponto fora da curva, não uma tendência.
- Todas as fontes são creditadas no pé deste bloco.
Quatro países pela OCDE
A parcela mediana da renda que os domicílios gastam com o financiamento, juros e amortização somados, ou com o aluguel, segundo a Affordable Housing Database da OCDE. Contas de consumo e impostos não entram.
A linha tracejada é a Costa Rica, cuja parcela é calculada sobre a renda depois dos impostos; a dos outros três, sobre a renda antes dos impostos.
| País | Ano mais recente | Parcela da renda | Renda considerada |
|---|---|---|---|
| Chile | 2022 | 23,7% | antes dos impostos |
| Colômbia | 2024 | 20,5% | antes dos impostos |
| Costa Rica | 2024 | 17,0% | depois dos impostos |
| México | 2022 | 14,4% | antes dos impostos |
Fontes
- Lima, preços e aluguéis: Banco Central de Reserva del Perú, series «Mercado inmobiliario». Licença: “Puede reproducirse total o parcialmente, sin autorización expresa, siempre y cuando se cite la fuente”.
- Buenos Aires, preços: Instituto de Estadística y Censos de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires (IDECBA), serie MI_DVP_AX03, sobre la base de datos de Argenprop.
- Chile, Colômbia, Costa Rica, México: OECD (2026), OECD Affordable Housing Database, HC1.2 Housing costs over income, accessed 2026-09-28. Licença: OECD Terms and Conditions, 3. Data.
- Lima, contornos dos distritos: Instituto Geográfico Nacional (IGN), via OCHA / HDX «Peru - Subnational Administrative Boundaries». Licença: CC BY 3.0 IGO. Contornos simplificados e recortados para o mapa por esta página.
- Buenos Aires, contornos dos barrios: Buenos Aires Data, «Barrios». Licença: CC-BY-2.5-AR. Contornos simplificados por esta página.
O que os dados europeus mostram
Tudo nesta seção vem do estudo da TU Wien e da tabela da ESPON por trás dele: 31 países, preços pedidos, renda depois dos impostos por adulto equivalente. A seção sobre os Estados Unidos vem logo depois, e as duas não usam a mesma escala.
Os dois mapas medem a mesma coisa de dois ângulos. Para a compra, os autores tomam um terço da renda média de um município, supõem que ele vai para a prestação mensal de um financiamento de 30 anos à taxa fixa do país e perguntam quantos metros quadrados esse empréstimo compra aos preços locais, com impostos e taxas incluídos.
Para o aluguel, dividem o mesmo terço pelo aluguel local por metro quadrado. As duas respostas saem em metros quadrados, então dá para comparar lugares sem conhecer um único preço.
Perto de 44% dos europeus vivem onde esse financiamento compra menos de 50 metros quadrados, e cerca de 28% onde ele compra de 50 a 75. Somando, mais de 70% da população vive num lugar onde um terço da renda média compra no máximo 75 metros quadrados. Menos de 5% vivem onde ele compra mais de 150.
Com o aluguel, o quadro é bem parecido. Mais de 39% vivem onde um terço da renda média aluga menos de 50 metros quadrados, e cerca de 22% onde aluga de 50 a 75.
Essa faixa mais crítica do aluguel, abaixo de 50 m², é sobretudo um problema urbano: de quem vive nela, mais de 65% mora em cidades, cerca de 26% em cidades pequenas e subúrbios e cerca de 10% no campo.
As áreas rurais chamam a atenção por outro motivo: para 12% da população rural, a coleta de anúncios não encontrou uma única oferta de aluguel.
Qual país é o mais barato depende do tamanho do apartamento que você quer. Apartamentos pequenos custam mais por metro quadrado em toda parte, mas quanto a mais varia de país para país, e essa diferença basta para mudar a ordem do continente inteiro.
Ordene os 31 países por quantos anos de renda média custa um apartamento pago à vista. Ao passar de 25 m² para 150 m², a Noruega sobe dez posições e a Espanha, nove, enquanto a Alemanha e a Suécia caem sete cada uma.
A Alemanha é o sétimo país mais acessível para comprar 25 m² e o décimo quarto para 150 m²; a Espanha, o décimo nono e o décimo. De uma conta para a outra, nada mudou nas rendas nem no nível geral de preços. Só o tamanho.
Quanto dá para confiar nisso depende de onde esse custo extra dos apartamentos pequenos foi de fato medido. Em 23 dos 31 países, ele vem dos anúncios do próprio país nas cinco faixas de tamanho, de menos de 30 m² a mais de 120 m², e todos os países citados acima estão entre eles.
Nos outros 8, a menor faixa tinha anúncios de menos, e no lugar se usa a mediana europeia. O artigo faz uma ressalva com todas as letras: onde uma faixa tinha poucos anúncios, os autores a completaram por interpolação, então nem toda faixa que traz um número foi de fato observada.
A geografia é a esperada, só que mais nítida. A região da capital de quase todos os países fica na faixa menos acessível e arrasta as vizinhas junto: o problema transborda para as regiões em torno de Paris, Berlim e Madri, apesar das rendas mais altas de lá, e atravessa fronteiras em torno da Suíça e de Luxemburgo.
Os litorais da França, Espanha, Portugal, Grécia e Croácia e os vales turísticos dos Alpes são muito menos acessíveis do que o interior logo atrás deles. A Escandinávia e os países bálticos saem bem mais acessíveis, fora alguns focos urbanos. O mapa mostra isso em pontos; os rankings e os cartões trazem os números regionais.
No nível dos países, os autores apontam Portugal, os Países Baixos e a Suíça como bastante inacessíveis, e também a Polônia e a Hungria.
Há uma ressalva sobre a Polônia que importa para ler o mapa inteiro: uma parcela altíssima dos poloneses é dona da casa em que mora, já quitada, então o descompasso entre preços e rendas não é sentido pela maioria. Quem sente são os que estão entrando no mercado: famílias jovens e qualquer pessoa que precise se mudar.
Alugar é mais acessível do que comprar na Alemanha, na França, na Bélgica, na Áustria e na Suíça, mas não em Portugal, na Grécia, na Bulgária ou na Irlanda. Em Viena, um terço da renda média aluga 52 m², mas compra só 31; em Madri, compra 49 e aluga 38.
Os autores alertam que alugar e comprar não são opções equivalentes: a prestação do financiamento forma patrimônio, o aluguel não, e a garantia de poder continuar no imóvel não é a mesma. Os dois mapas mostram o mercado para quem compra ou aluga agora, aos preços de hoje; nada dizem sobre quanto pagam os moradores atuais.
O que os dados americanos mostram
Os dados americanos vêm de uma única pesquisa: a American Community Survey do Census Bureau, estimativas de cinco anos, 2020–2024. Ela dá a cada condado quatro números: o valor mediano do imóvel, a renda mediana do domicílio, o aluguel mediano e a população. Mediana é o valor do meio: metade fica acima dele, metade abaixo.
São 3.141 condados e 100% da população dos cinquenta estados e do Distrito de Columbia. É uma pesquisa feita com os moradores, não um registro de vendas, e isso precisa ser levado em conta em todos os números a seguir.
Em nível nacional, o imóvel mediano custa 4,1 anos de renda mediana do domicílio, e o aluguel mediano leva 21% da renda mensal mediana.
O mapa mostra o quanto isso varia de um lugar para outro: 29% dos americanos vivem num condado onde o imóvel custa cinco anos de renda ou mais, e 9,7% vivem onde custa oito ou mais; 1,8% vivem onde custa dez ou mais.
Onde custa mais. Em anos de renda, o topo da lista é Teton County, Wyoming, com 13,2: é Jackson Hole, onde os preços são feitos para compradores de fora, que não vivem da renda local. Depois vem Nantucket, com 11,4.
Logo atrás estão dois dos três condados mais densamente povoados do país, o Brooklyn, com 11,3, e o Bronx, com 10,9, e os dois juntos abrigam 4 milhões de pessoas, contra 23 mil em Teton. Manhattan tem 10,5, San Francisco 9,9, Los Angeles 9,3.
Os grandes condados mais baratos ficam no Norte industrial e ao longo do Rio Grande: Allegheny County, de Pittsburgh, e Wayne County, de Detroit, com 2,9; Hidalgo County, na fronteira com o México, com 2,6. Um imóvel mediano custa cerca de um ano de renda só num punhado de condados pouco povoados do Kansas e do Texas.
O peso do aluguel precisa vir com um aviso. Só 1,2% dos americanos vivem num condado onde o aluguel mediano leva 30% ou mais da renda mediana, e isso só parece boa notícia até você perceber o que está sendo medido: o aluguel do meio dividido pela renda do meio de todos os domicílios, proprietários incluídos.
Faça a pergunta domicílio por domicílio, como a própria pesquisa faz, e 51% dos inquilinos americanos pagam 30% ou mais da renda em aluguel. Os dois números estão corretos; respondem a perguntas diferentes, e um mapa de condados só consegue desenhar o primeiro.
Onde o metro quadrado para. Tudo o que está acima evita a palavra “área”, e não por escolha. A pesquisa pergunta ao proprietário quanto vale o imóvel e ao inquilino quanto paga de aluguel; não pergunta o tamanho, e nenhuma outra pesquisa federal pergunta isso condado por condado.
Por causa dessa lacuna, as três visualizações em metros quadrados ficam desligadas no mapa dos Estados Unidos. Saber se um imóvel americano é caro por metro quadrado é algo que a estatística pública americana não consegue responder. Esta página é feita só de estatística pública, e onde ela acaba, a página acaba também.
Cinco anos num número só, e um valor que é a opinião do dono. A estimativa de cinco anos não é uma fotografia de 2024, mas uma média de entrevistas feitas de 2020 a 2024, expressa em dólares de 2024. É a única edição que cobre todos os condados, porque a pesquisa anual só publica lugares com mais de 65.000 habitantes.
E o valor é quanto o proprietário diz que conseguiria pela venda, não quanto alguém pagou: uma autoavaliação, não um preço de venda. Nenhuma das duas coisas é um defeito a corrigir; são fatos que precisam ser ditos antes de ler o mapa.
A precisão do número de cada condado também é publicada. Ao contrário dos dados europeus, a pesquisa traz uma margem de erro para cada estimativa, e todo cartão de condado a mostra. Para o condado mediano, o intervalo é de ±5,9% do valor; para um condado em cada dez, é mais largo que ±16%.
Em 187 condados, onde vivem 0,29% da população, ele passa de um quinto da estimativa, e o cartão diz isso com todas as letras. Esses condados continuam no mapa, porque a pesquisa de fato aconteceu ali, e um buraco seria pior do que um intervalo largo e bem sinalizado.
O que os dados latino-americanos mostram
Só duas cidades da região publicam um preço por metro quadrado por distrito, e as duas são capitais: Lima, pelo seu banco central, e Buenos Aires, pelo instituto de estatística da cidade. É por isso que o bloco acima é identificado pela cidade, e nunca pelo país.
Lima: o que os compradores pagaram. Todo trimestre, o Banco Central de Reserva del Perú publica o preço por metro quadrado, em dólares americanos, dos apartamentos vendidos em 12 distritos da cidade. No quarto trimestre de 2025, ele vai de US$ 1.392 em La Molina a US$ 2.463 em Barranco.
O banco também publica a quantos anos de aluguel o preço equivale, e dividir um pelo outro dá um aluguel: de US$ 7,5 por metro quadrado ao mês em La Molina a US$ 13,4 em Barranco.
Buenos Aires: o que os vendedores pediam. O instituto de estatística da cidade, o Instituto de Estadística y Censos de la Ciudad de Buenos Aires, publica a cada trimestre o preço médio pedido por metro quadrado nos anúncios, por barrio, separadamente para cada tamanho de apartamento.
Esta página usa apartamentos usados de dois ambientes — na contagem local, sala e um quarto —, o tamanho que cobre mais barrios: 43 de 48 no segundo trimestre de 2026, de US$ 1.437 em Villa Lugano a US$ 5.805 em Puerto Madero.
O trimestre é provisório e pode ser revisado pelo instituto, que só mostra um barrio quando havia apartamentos suficientes à venda; os outros 5 ficam cinza no mapa.
As duas cidades não podem ser comparadas entre si. Entre o preço pedido e o preço pago existe a negociação; um vem de um levantamento do banco central junto a incorporadoras e corretores, o outro, de anúncios; e os trimestres não coincidem: o quarto de 2025 em Lima, o segundo de 2026 em Buenos Aires.
É por isso que cada mapa é colorido pelos distritos da própria cidade: verde é a quinta parte mais barata, vermelho, a mais cara. Um barrio verde em Buenos Aires não quer dizer que seja mais barato que um distrito vermelho em Lima.
Sem renda local, só a sua. Nenhuma das duas cidades publica renda por distrito, então os mapas não sabem dizer o que um morador de lá consegue pagar; eles respondem para a renda que você digita na calculadora acima.
Comprar também exige uma taxa de financiamento, e não há taxa para nenhuma das duas cidades nesses dados. A página não toma emprestada uma taxa de outro lugar: nas duas cidades, a compra só é calculada com uma taxa que você mesmo digitar.
A OCDE acrescenta quatro países, como parcela da renda, e não como preço: sua Affordable Housing Database dá a parcela mediana da renda que os domicílios gastam com a prestação do financiamento ou com o aluguel.
No dado mais recente, o Chile está em 23,7% (2022), a Colômbia em 20,5% (2024), a Costa Rica em 17,0% (2024) e o México em 14,4% (2022).
Os quatro também não são totalmente comparáveis. Chile, Colômbia e México dividem pela renda antes dos impostos; a Costa Rica, pela renda depois dos impostos, que é menor, então, nos termos dos outros, sua parcela seria ainda mais baixa.
O salto do Chile para 31,8% em 2020 vem de uma pesquisa feita durante a pandemia, e dois anos depois a parcela já tinha voltado a cair.
Como os números foram feitos
- Anúncios
Coleta semanal na web, do início de março de 2024 ao fim de março de 2025, em 31 países: os 27 da UE mais Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Sempre que possível, os robôs de coleta miraram sites agregadores como o Nestoria, que reúnem anúncios de vários portais nacionais; onde a cobertura era fraca, foram acrescentados sites nacionais.
Foram coletados mais de 100 milhões de registros; depois de tradução, remoção de duplicatas e filtragem de valores atípicos, restaram 18.360.314 anúncios de venda únicos e 3.568.849 anúncios únicos de aluguel de longo prazo. Um anúncio que reaparecia semana após semana conta uma vez só, na última versão antes de sair do ar.
- Município e tamanho
Cada anúncio é associado a um município — a LAU (unidade administrativa local) do Eurostat, exceto em Portugal e na Grécia, onde se usa uma unidade maior — e a uma de cinco classes de tamanho: 0–30, 31–60, 61–90, 91–120 e acima de 120 metros quadrados.
Calcula-se a média dos preços por município e por classe de tamanho, dando menos peso aos anúncios que ficaram no ar muito mais tempo que o normal: um apartamento que passa meses sem ser vendido provavelmente está caro demais.
Onde uma classe tem anúncios de menos, ela é completada com base nas classes vizinhas; depois, uma curva suave (uma spline cúbica) é traçada pelos cinco pontos, o que dá uma curva de preço por tamanho para cada município, separadamente para venda e para aluguel.
- Renda
A renda disponível equivalente média por país, da pesquisa EU-SILC do Eurostat (tabela ilc_di03), distribuída entre os municípios segundo a distribuição subnacional da renda de Mikou, Vallet e Guivarch (2024).
Equivalente significa que a renda do domicílio é dividida por um peso conforme o tamanho do domicílio, de modo que o número é por adulto equivalente.
Os autores escolheram a renda em vez do PIB per capita de propósito: o PIB se acumula nas capitais e nos centros financeiros e faria justamente os lugares que importam parecerem mais ricos do que seus moradores são.
- Financiamento
Um terço da renda vai para a prestação de um financiamento de 30 anos com parcelas mensais iguais, à taxa fixa nacional informada pela DG ECFIN da Comissão Europeia, a média anual mais recente disponível, em geral a de 2023.
O preço é harmonizado para incluir o imposto de transmissão imobiliária ou o IVA e as taxas de registro de imóveis e de cartório. De propósito, não se considera entrada: assim o indicador continua comparável entre países com regras de crédito diferentes. O Anexo B do artigo refaz o mapa para um prazo de 20 anos.
- Aluguel
- O mesmo terço da renda dividido pelo aluguel por metro quadrado tirado da spline. Os dois indicadores estão em metros quadrados com o mesmo comprometimento da renda, mas os autores advertem contra compará-los diretamente: a prestação do financiamento forma patrimônio, o aluguel não.
- Estados Unidos: qual é a fonte
A American Community Survey, estimativas de cinco anos 2020–2024, publicada pelo U.S. Census Bureau como obra federal em domínio público. Quatro tabelas por condado: B25077, valor mediano dos imóveis ocupados pelo proprietário; B19013, renda mediana do domicílio; B25064, aluguel bruto mediano; B01003, população.
Os valores em dólar de um arquivo plurianual são corrigidos pela inflação até o último ano, então tudo aqui está em dólares de 2024. Usa-se o arquivo de cinco anos porque é o único que cobre todos os condados: a pesquisa anual só publica lugares com mais de 65.000 habitantes.
- Estados Unidos: o que os números significam
O valor mediano é quanto o proprietário estima que o imóvel seria vendido — uma autoavaliação, não uma transação. O aluguel bruto mediano é o aluguel do contrato mais as contas de consumo que o inquilino paga, então é mais alto do que um aluguel puro e não é a mesma coisa que o aluguel europeu por metro quadrado.
A renda mediana do domicílio é a renda monetária antes dos impostos de todos que moram juntos, o que não é nem a renda disponível equivalente europeia nem um número por pessoa. Cada um dos três aparece com seu próprio nome em toda a página.
- Estados Unidos: números dos estados e do país
Tirados diretamente das mesmas tabelas, e não montados a partir dos condados. Uma média de medianas de condados ponderada pela população não é uma mediana, e, quando a mediana verdadeira pode simplesmente ser consultada, não há motivo para construir um substituto.
Assim, a linha da Califórnia é a mediana da ACS da própria Califórnia, e a linha dos Estados Unidos é a nacional.
- Estados Unidos: sem metros quadrados
A ACS não levanta a área dos imóveis, e nenhuma outra fonte federal a publica por condado: a American Housing Survey mede o tamanho só em nível nacional e para algumas grandes regiões metropolitanas, e a Survey of Construction, só para casas novas, por região censitária.
Por isso, no mapa dos Estados Unidos não há metros quadrados, e sim uma nota no lugar deles.
- Estados Unidos: geografia
Centroides dos condados da camada admin-2 da Natural Earth, domínio público, a mesma fonte dos contornos dos países. Nove deles não estão lá: Connecticut substituiu seus oito condados por nove regiões de planejamento, que o Census Bureau já usa e a Natural Earth ainda não traz.
Os centroides delas são calculados aqui a partir dos limites federais TIGER 2024, como centroide de polígono ponderado pela área, com os anéis internos subtraídos — um cálculo sobre a fronteira real, não um ponto emprestado.
Os 78 municipios de Porto Rico estão na pesquisa, mas não neste mapa: vêm de uma pesquisa à parte, a PRCS, e os totais dos Estados Unidos do Census Bureau os excluem. O motivo está registrado na lista de lacunas que acompanha os dados, e não fica só subentendido.
- Estados Unidos: taxa de financiamento
- A Primary Mortgage Market Survey da Freddie Mac, a taxa fixa de 30 anos, com a média das 52 semanas de 2024: 6,72%. Nem a semana mais recente nem uma média de cinco anos — a ACS expressa seus valores em dólares de 2024, e a taxa tem de pertencer ao mesmo ano que os dólares.
- Verificações
Para cinco países em que existem preços médios de transação em algum nível regional, o Anexo A compara os preços anunciados com os efetivamente pagos e encontra uma correlação muito alta, com diferenças que variam.
Os autores esperam que a diferença seja menor em mercados aquecidos, o que faria a casa própria nas cidades parecer ainda menos acessível do que o mapa já mostra.
Limitações, as deles e as minhas
Tanto os dados quanto as contas podem estar errados. Os números foram coletados automaticamente de vários institutos de estatística e retrabalhados aqui por uma única pessoa: um cruzamento errado, um arquivo desatualizado ou um deslize numa fórmula são todos possíveis, e nenhuma das fontes conferiu esta página.
Antes de se apoiar num número, confira-o na fonte; cada seção traz o link para ela.
Na Europa, preço anunciado não é preço de transação. O estudo trabalha com preços pedidos, e a diferença em relação ao preço efetivamente pago não é conhecida no nível dos municípios.
Onde ela é conhecida, o preço pago acompanha de perto o anunciado, mas com variações próprias. Os dados americanos não são nem uma coisa nem outra: mostram quanto os proprietários acham que seus imóveis valem, o que não é anúncio nem venda.
Um lugar é um número só, e um condado americano é um lugar grande. Dentro de uma cidade, a diferença entre bairros pode ser tão grande quanto a diferença entre regiões, e o mapa não consegue mostrá-la. Um condado é ainda maior: o condado de Los Angeles abriga dez milhões de pessoas e um único valor mediano de imóvel.
O mapa também não consegue colorir regiões inteiras: não existem contornos de regiões europeias livres para reutilização nesse nível de detalhe, então esta página pinta países inteiros e marca os lugares como pontos. Os números regionais e estaduais continuam na busca, nos cartões e no ranking.
A renda local europeia é uma estimativa. A renda da pesquisa é distribuída pelos municípios por um modelo, não medida em cada um deles.
Em vários países do Leste Europeu, essa distribuição varia pouco fora das grandes cidades, então algumas regiões intermediárias podem parecer mais pobres do que são. Os autores pedem cautela com os valores absolutos; os padrões são mais robustos do que os dígitos.
Sem entrada, sem limites de crédito. O estudo deixa as duas coisas de lado. O controle da entrada nesta página é um acréscimo meu: ele reduz o empréstimo e mostra quanto faz diferença ter dinheiro guardado.
Limites de quanto se pode financiar em relação ao valor do imóvel ou à renda, e outras barreiras formais de acesso ao crédito, continuam fora do modelo.
Sua renda não é ajustada a nenhuma das duas definições. Quando você digita a renda de um domicílio, a página toma um terço do total, porque é isso que um domicílio de fato gasta, e usa a composição do domicílio só na linha que compara sua renda com a média local.
Nessa linha, a comparação é feita com uma renda por adulto equivalente na Europa e com uma renda mediana do domicílio antes dos impostos nos Estados Unidos, e vem identificada assim. Já os metros quadrados e, nos Estados Unidos, os anos de renda saem do seu dinheiro e do preço local, e essa conta é a mesma em toda parte.
Datas. Os anúncios europeus são de 2024–2025, as rendas de 2024, as taxas em sua maioria médias de 2023, a população da rodada censitária de 2021. Os números americanos são estimativas de cinco anos cobrindo de 2020 a 2024, expressas em dólares de 2024.
Ou seja, o lado americano não é uma fotografia, e sim uma média de cinco anos, que, num período de preços mudando depressa, fica defasada em relação ao mercado atual. É mais um motivo para Europa e Estados Unidos ficarem em mapas separados.
As duas rendas não são a mesma grandeza. A europeia é uma renda disponível equivalente média: depois dos impostos, dividida por um peso conforme o tamanho do domicílio, portanto por adulto equivalente. A americana é uma renda mediana do domicílio antes dos impostos, de todos que moram juntos, sem escala de equivalência nenhuma.
As duas são o que seus institutos de estatística publicam; nenhuma pode ser convertida na outra sem modelar impostos e composição do domicílio, e o resultado seria um chute com cara de dado.
Esta página não faz essa conversão. Ela mantém os dois lados separados e oferece a alternativa honesta: informe sua própria renda, e os dois lados respondem à mesma pergunta.
Preços pedidos contra estimativas de proprietários. Os dados europeus vêm de anúncios — o que os vendedores pediam. Os americanos vêm da pesquisa — o que os proprietários dizem que o imóvel vale.
Nenhum dos dois é o que os compradores pagaram, e cada um difere de um preço de venda à sua maneira, por isso os preços dos dois lados não são comparados em lugar nenhum desta página.
E os dois preços incluem coisas diferentes. O número europeu é harmonizado para incluir o imposto de transmissão imobiliária ou o IVA e as taxas de registro de imóveis e de cartório — em Viena, isso dá 6,4% a mais sobre o preço anunciado.
O número americano é a estimativa do proprietário só para o imóvel: custos de fechamento do negócio, impostos de transmissão nos estados que os cobram e a comissão do corretor ficam todos de fora.
Ou seja, o preço europeu já vem com esses custos embutidos e o americano não, e aqui não se tenta acrescentá-los ao americano, porque as alíquotas variam por estado e por negócio, e estimá-las seria chutar.
O valor do imóvel americano é uma opinião, não um preço. A pesquisa pergunta aos proprietários por quanto eles acham que o imóvel seria vendido. Isso não é preço de transação nem preço pedido, e nada nesta página finge o contrário.
É a única medida do valor da moradia por condado que os Estados Unidos publicam, e é usada aqui com o próprio nome.
O aluguel americano é bruto e por imóvel, não líquido e por metro quadrado. O aluguel bruto mediano inclui as contas de consumo que o inquilino paga e vale para o imóvel alugado mediano, seja qual for o tamanho dele.
Ele não pode ser dividido em metros quadrados, e compará-lo com o aluguel europeu por metro quadrado seria comparar duas coisas diferentes — por isso o peso do aluguel americano é calculado sobre o aluguel mediano do próprio condado e identificado assim.
O peso do aluguel americano é uma razão entre medianas, não uma contagem de domicílios sobrecarregados. O mapa diz que o aluguel mediano leva 30% ou mais da renda mediana em condados que somam 1,2% dos americanos.
Perguntando domicílio por domicílio, a mesma pesquisa diz que 51% dos inquilinos pagam 30% ou mais. O segundo número é o que descreve as pessoas; o primeiro é o único que dá para desenhar num mapa de condados, e a distância entre eles é a variação entre domicílios que o mapa inevitavelmente apaga.
Não há metro quadrado americano nenhum. A área dos imóveis não é levantada pela ACS nem por nenhuma outra fonte federal no nível de condado, então as três visualizações em metros quadrados ficam desligadas no mapa dos Estados Unidos. Melhor um botão desligado do que um mapa de chutes.
Fora da Europa e dos Estados Unidos, só duas cidades. Lima e Buenos Aires publicam um preço por metro quadrado por distrito, e ficam em mapas próprios, fora dos rankings e da comparação.
Acrescentar um país exigiria um preço por unidade de área publicado pelo seu instituto de estatística ou pelo banco central, e um mapa vazio com um rótulo honesto vale mais do que um cheio com um número inventado.
De onde vêm os números
Todo número desta página vem de um arquivo público que qualquer pessoa pode baixar sem chave, sem cadastro e sem pagar. A tabela abaixo reúne a origem de todos os dados; os parágrafos depois dela tratam dos pontos que exigiram alguma decisão.
| Europa, 31 países | Estados Unidos | |
|---|---|---|
| Unidade de preço | Por metro quadrado — o que permite responder à pergunta do acesso à moradia em área | Nenhuma. A área dos imóveis não é levantada pela ACS nem por nenhuma fonte federal no nível de condado |
| Preço | ESPON HOUSE4ALL: 18,4 milhões de preços pedidos de um ano de coleta semanal, por m², com imposto de transmissão e taxas de cartório e de registro acrescentados | ACS B25077: valor mediano dos imóveis ocupados pelo proprietário — quanto o proprietário estima que seria vendido, por imóvel, não por área |
| Profundidade | O número de anúncios por município não é publicado, então não dá para distinguir um valor baseado em meia dúzia de anúncios de outro baseado em milhares | Toda estimativa vem com um intervalo de confiança de 90%. Condado mediano ±5,9%, um em cada dez mais largo que ±16%, 187 condados mais largos que ±20% — e o cartão diz isso |
| Renda | Renda disponível equivalente média do EU-SILC do Eurostat, 2024 — depois dos impostos, por adulto equivalente — distribuída pelos municípios por um modelo | ACS B19013, renda mediana do domicílio — antes dos impostos, por domicílio, sem escala de equivalência — medida em cada condado |
| Aluguel | ESPON HOUSE4ALL: 3,6 milhões de anúncios de aluguel, por m² por mês, sem contas de consumo | ACS B25064, aluguel bruto mediano: aluguel do contrato mais as contas de consumo pagas pelo inquilino, por imóvel, não por área |
| Taxa de financiamento | Taxas fixas nacionais da DG ECFIN, média anual mais recente, em geral de 2023 | Freddie Mac PMMS, taxa fixa de 30 anos, média de 2024 — o ano em cujos dólares a ACS informa os valores: 6,72% |
| População | Tabela LAU 2021 do Eurostat | ACS B01003, mesma pesquisa e mesmo período de todo o resto desta coluna |
| Contornos | Formas dos países da Natural Earth na escala 1:50 milhões para os dois mapas; centroides dos condados da camada admin-2 da Natural Earth na escala 1:10 milhões e, para as nove regiões de planejamento de Connecticut que a Natural Earth ainda não traz, dos limites federais TIGER 2024. Domínio público. | |
| Granularidade | 8.489 municípios em 1.251 regiões NUTS 3 | 3.141 condados nos 50 estados e no Distrito de Columbia |
| Período | Anúncios de março de 2024 a março de 2025, rendas de 2024 | Uma estimativa de cinco anos cobrindo 2020–2024, em dólares de 2024 — uma média, não uma fotografia |
| Cobertura | 31 países; mais três aparecem no mapa sem dados | 3.141 de 3.144 condados, 100% da população. Três não têm uma mediana de que a página precisa — um não tem renda, dois não têm nem valor do imóvel nem aluguel; os 78 municipios de Porto Rico ficam de fora por serem uma pesquisa à parte |
| Licença | ESPON: reutilização com atribuição e o aviso exigido, ambos nesta página | Obra federal dos EUA, domínio público. Freddie Mac: “Information from this document may be used with proper attribution” |
Leia juntas as linhas de preço e de renda, e o motivo de os dois mapas ficarem separados salta aos olhos: uma coluna é preços pedidos contra renda depois dos impostos por adulto equivalente; a outra, estimativas de proprietários sobre imóveis inteiros contra renda antes dos impostos por domicílio.
As duas são medições defensáveis. Nenhuma se converte na outra.
A declaração de disponibilidade de dados do artigo diz que os dados podem ser obtidos com os autores mediante pedido razoável. Nenhuma tabela acompanha o artigo; os arquivos suplementares são os dois mapas em PDF vetorial.
Por isso os números desta página vieram da segunda melhor opção, e o que vem a seguir conta exatamente como isso foi feito.
O serviço de mapas da ESPON. O projeto HOUSE4ALL publica um StoryMap interativo no portal ArcGIS da ESPON. Seus mapas são desenhados a partir de três serviços públicos de dados geográficos no servidor GIS do programa.
Um deles, HOUSE4ALL_data_at_LAU_level, traz uma linha por município com a renda equivalente média de 2024, o preço de venda e o aluguel por metro quadrado corrigidos, a taxa nacional de financiamento e os dois indicadores de acesso à moradia do artigo, sa_m2 e ra_m2.
Em 14 de setembro de 2026, todas as 89.601 linhas foram lidas pela interface de consulta do serviço, 2.000 de cada vez, com o centroide de cada município. Essa tabela, reduzida aos campos usados aqui, está publicada ao lado desta página como house4all-lau-2024.csv (10,7 MB).
A fórmula foi conferida, não presumida. Para todos os 78.758 municípios com dados de venda, um terço da renda mensal, convertido no empréstimo que ele consegue pagar em 30 anos à taxa da linha, dividido pelo preço corrigido, reproduz o sa_m2 do serviço com precisão de uma parte em um bilhão; o indicador de aluguel também.
Então a calculadora usa a aritmética do estudo, não uma aproximação dela, e, com os valores padrão intactos, mostra os números do próprio estudo.
O preço corrigido é o preço anunciado, ponderado pelo tempo que cada anúncio ficou no ar, com os custos de transação acrescentados: em Viena, ele fica 6,4% acima do preço anunciado bruto, o que é mais ou menos quanto somam o imposto de transmissão austríaco, o registro e as taxas de cartório.
O que foi tirado do serviço, e o que não está nele. Os preços das cinco classes de tamanho estão no serviço, mas os indicadores publicados usam o preço corrigido geral, e esta página também.
O grau de urbanização e o indicador de litoral vêm da tabela de correspondência LAU 2021 do Eurostat, que cobre só os 27 da UE; os municípios suíços, noruegueses e islandeses aparecem como “sem classificação” no gráfico. Os territórios ultramarinos, as Canárias, os Açores e a Madeira ficam fora do mapa, mas dentro da busca.
Um terço não é 33%. O artigo fala em um terço da renda, e a primeira versão desta página leu isso como 33%, porque o controle deslizante trabalha com porcentagens inteiras.
Só que 33% é 1% menor que um terço: 33 contra 33,33, uma diferença de um centésimo do valor. Isso bastou para deixar todos os números da página 1% abaixo dos do próprio estudo, enquanto a página dizia reproduzi-lo exatamente.
Agora o padrão é exatamente um terço, e o controle mostra “um terço”; mexa nele e ele passa a porcentagens inteiras e deixa de ser a configuração do estudo, o que a linha embaixo da calculadora avisa.
Conferido contra o serviço: os metros quadrados ao alcance publicados são reproduzidos com precisão de 8 partes em dez bilhões em 78.758 municípios para a compra e de 5 partes em um bilhão em 47.154 para o aluguel.
Apartamentos pequenos custam mais por metro quadrado. O serviço traz preços para cinco faixas de tamanho, além da média geral, e a diferença não é pequena: um metro quadrado num apartamento de menos de 30 m² custa 28% mais para comprar e 38% mais para alugar do que a média, enquanto um acima de 120 m² custa 6% e 17% menos.
Esse sobrepreço é mais uma característica nacional do que local, e varia enormemente, de 13% na Alemanha a 83% na Espanha. Sempre que você indica um tamanho, esta página agora usa a faixa em que esse tamanho cai, então a resposta para “quero 25 m²” não é mais uma simples proporção da resposta para 100 m².
Isso muda a ordem dos países: com 25 m², a Alemanha é mais acessível que a Espanha; com 150 m², a Espanha é mais acessível que a Alemanha. Os metros quadrados principais para comprar e para alugar continuam usando o preço geral, porque essa é a aritmética do próprio estudo.
Por que o mapa é de pontos e não de regiões sombreadas. Não existem contornos de regiões europeias livres para reutilização nesse nível de detalhe, então o mapa preenche países inteiros com as formas de domínio público da Natural Earth e marca cada lugar como um ponto.
Os nomes das regiões vêm da lista de códigos estatísticos do Eurostat, livre para reutilização com qualquer finalidade. A projeção é a azimutal equivalente de Lambert, a família que os mapas da ESPON usam.
Onde a página e o artigo divergem. As parcelas da população calculadas a partir do serviço (41% abaixo de 50 m² para comprar, 37% para alugar) ficam alguns pontos abaixo dos 44% e 39% do artigo.
O serviço é a publicação de dados do projeto; a figura 3 do artigo foi desenhada a partir da base de trabalho dos autores, e as duas podem diferir nos pesos populacionais, no ano da renda ou no tratamento dos municípios sem dados. Os números do artigo são citados como sendo do artigo; o gráfico mostra o que a tabela pública dá.
Uma fonte só para todos os dados americanos. A American Community Survey dá a cada condado um valor mediano do imóvel, uma renda mediana do domicílio, um aluguel bruto mediano e uma população, numa única publicação, como obra federal em domínio público.
Cada linha é indexada pelo código federal FIPS do condado, então os condados são ligados com exatidão, e nunca pelo nome.
Como as tabelas são lidas. A API do próprio Census Bureau exige uma chave, então as mesmas tabelas de domínio público são lidas pela API aberta do Census Reporter, uma organização sem fins lucrativos que declara com todas as letras: “Data on Census Reporter comes from the US Census Bureau and is not copyrighted.”
O servidor deles pede que quem faz as chamadas se identifique, então o extrator envia o nome e o endereço desta página como user agent, em vez de fingir ser um navegador.
Connecticut, de novo, e pelo outro lado. O estado substituiu seus oito condados por nove regiões de planejamento, e desta vez é o Census Bureau que já mudou e a Natural Earth que não: a pesquisa publica as nove, o arquivo do mapa ainda traz os oito.
Em vez de deixar o estado de fora ou emprestar um ponto vizinho, os nove centroides são calculados aqui a partir dos limites federais TIGER 2024 — um centroide de polígono ponderado pela área, com os anéis internos subtraídos —, e conferiu-se que cada um cai dentro do estado.
O Alasca não precisou de nada desta vez: a pesquisa já usa Chugach e Copper River, as unidades que substituíram Valdez-Cordova em 2019.
As linhas dos estados e do país são consultadas, não montadas. Uma média de medianas de condados ponderada pela população não é uma mediana, e a versão anterior desta página montava assim suas linhas estaduais e nacional, a partir dos condados.
A ACS publica todos os níveis, então a linha da Califórnia é a mediana da própria Califórnia e a linha nacional é a nacional. A página diz 4,1 anos de renda para o imóvel mediano americano porque as duas medianas nacionais do Census Bureau dizem isso, e não porque se tirou a média de 3.141 condados.
Falta um número a três condados, e 78 municipios ficaram de fora de propósito. O De Baca County, no Novo México, não tem renda mediana do domicílio publicada; o Kenedy County e o Loving County, no Texas — populações na casa das centenas —, não têm nem valor do imóvel nem aluguel.
Os três estão na lista de lacunas, com o motivo; qualquer lacuna nova interrompe a montagem. Os 78 municipios de Porto Rico estão no mesmo download, mas foram excluídos: vêm da Puerto Rico Community Survey, uma pesquisa à parte, e os totais nacionais do Census Bureau não os incluem; admiti-los mudaria o sentido da linha do país.
O sobrepreço dos apartamentos pequenos para no Atlântico. Os dados europeus medem, país por país, quanto um metro quadrado custa a mais num apartamento pequeno, e esta página usa isso sempre que você indica um tamanho.
Não existe essa medição para os Estados Unidos, nem um preço americano por metro quadrado ao qual ela pudesse ser aplicada: os tamanhos que você indica valem só para o mapa europeu.
As taxas de câmbio do campo de renda são as taxas de referência do euro do Banco Central Europeu de 11 de setembro de 2026, fixadas na página para que um link compartilhado signifique o mesmo valor no mês que vem.
Fontes
- Sielker, F., & Banabak, S. (2026). Where can you still afford to live? – a comparative perspective on European housing affordability. Journal of Maps, 22(1), 2695777. Acesso aberto, publicado em 2 de setembro de 2026. doi:10.1080/17445647.2026.2695777. Mapas suplementares: SalesAffordability2024.pdf, RentalAffordability2024.pdf.
- Sielker, F., Banabak, S., Gerhalter, M., Neuhuber, T., Sutterlütti, D., Dorner, J., et al. (2025). Access to affordable and quality housing for all people: Main report. ESPON EGTC. PDF.
- Sielker, F., Banabak, S., Serra, M., Palma, E., Falcón, L., Sutterlütti, D., & Larrea, E. (2025). Access to affordable and quality housing for all people: Methodological report. ESPON EGTC. PDF. Lista os sites coletados e o código de processamento.
- StoryMap e serviços de dados ESPON HOUSE4ALL, portal GIS da ESPON. StoryMap · HOUSE4ALL_data_at_LAU_level · página do projeto.
- U.S. Census Bureau. American Community Survey, estimativas de cinco anos 2020–2024, tabelas B25077 (valor mediano dos imóveis ocupados pelo proprietário), B19013 (renda mediana do domicílio), B25064 (aluguel bruto mediano) e B01003 (população total), por condado, estado e país. census.gov/programs-surveys/acs. Obra do governo dos Estados Unidos: domínio público.
- Census Reporter. API aberta usada para ler essas tabelas e os limites de condados TIGER 2024. censusreporter.org. A declaração deles: “Data on Census Reporter comes from the US Census Bureau and is not copyrighted.”
- Freddie Mac. Primary Mortgage Market Survey, histórico semanal da taxa fixa de 30 anos. freddiemac.com/pmms. A página deles declara: “Information from this document may be used with proper attribution.”
- Natural Earth. Contornos e centroides dos condados, admin-2 em 1:10 milhões, domínio público. naturalearthdata.com. Ainda traz os oito condados extintos de Connecticut, por isso as nove regiões de planejamento que o Census Bureau usa hoje tiram seus centroides dos limites federais TIGER 2024.
- Mikou, M., Vallet, A., & Guivarch, C. (2024). Harmonized disposable income dataset for Europe at subnational level. Scientific Data, 11, 308. doi:10.1038/s41597-024-03138-x.
- Eurostat. Mean and median income by age and sex, pesquisa EU-SILC (ilc_di03). databrowser.
- Eurostat. Local Administrative Units, tabela de correspondência LAU 2021 com população, grau de urbanização e indicador de litoral. GISCO.
- Natural Earth. Contornos dos países, 1:50 milhões, domínio público. naturalearthdata.com.
- Eurostat. Nomes das regiões NUTS da lista de códigos estatísticos GEO, reutilizáveis com qualquer finalidade mediante menção da fonte. lista de códigos SDMX.
- Banco Central Europeu. Taxas de câmbio de referência do euro, 11 de setembro de 2026. BCE.
- Cobertura na imprensa com o resumo dos próprios autores: EurekAlert!, 2 de setembro de 2026; notícias da TU Wien.
Termos da ESPON. Os dados de acesso à moradia usados aqui são material da ESPON e são citados como exige o aviso legal dela: © ESPON e Origin of data: ESPON EGTC. O aviso também exige este disclaimer onde quer que se usem resultados da ESPON: “The interpretation of ESPON material does not necessarily reflect the opinion of the ESPON Monitoring Committee.” Os mapas desta página foram desenhados para ela a partir da tabela da ESPON e não são reproduções de mapas da ESPON, por isso não trazem nem o design de mapas nem o logotipo da ESPON. Como o aviso também exige, um link para esta página é enviado à ESPON EGTC.
O estudo é obra de Franziska Sielker e Selim Banabak, do Instituto de Planejamento Territorial da TU Wien, e do consórcio ESPON HOUSE4ALL. Esta página é uma leitura independente dos dados públicos deles; qualquer erro na calculadora ou no texto é meu, não deles.
Esta página é uma tradução do original em inglês. Os nomes de lugares no mapa e na busca, os títulos das obras citadas e a atribuição e o aviso da ESPON foram mantidos na forma original.